“O Céu é meu teto, a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião"

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Ser Cigano - Por Cigana Sarita




Ser cigano (a) é sorrir e cantar mesmo quando a opressão dos preconceituosos bate a sua tenda.

Ser cigano (a) é sorrir na chuva e agradecer todos os dias por estar vivo e poder cantar e dançar em torno da fogueira.

Ser cigano (a) e ser livre e ter a certeza que felicidade mesmo é poder gritar OPTCHÁ!

Ser cigano (a) é ter no coração um caminho de luz;

É sentir na alma uma estrela;

É ter o mar sua companhia;

É compreender o amor em sua harmonia;

É ser livre dos pensamentos negativos,

Porém preso aos pensamentos positivos.

Ser cigano (a) é ter o céu como seu teto, a terra como sua casa e a liberdade como sua religião.

Ser cigano (a) é...

Sentir a liberdade ao caminhar com os pés descalços, expressar os sentimentos no bailar livre, louvar a natureza e seus elementos, orar para que Santa Sara sempre nos cubra com seu manto sagrado confiando-lhe nossa vida e sabedoria...

Por Cigana Sarita

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Diálogo: Cigana e Minha Alma





Enquanto meditava vi acercar-se uma gitana, e assim falamos:

Ela me disse:

Cigana por que estás triste, já não cantas, já não danças?

Ontem vi-te que dançavas, te escutei cantar e rir.

É a chuva? É o vento que te deixam este mal-estar?

Minha alma: - Não Senhora, lhe agradeço seu interesse em me acompanhar.

Obrigado por vir de alguma Tribo no astral. Não é a chuva, não é o vento. O que é, eu não o sei.

Tenho tentado averiguar em meu interior e não escuto a resposta para este mal-estar.

Sinto seu amor nestes momentos e dão-me vontades de chorar.

Cigana: - Não chores que estou aqui para te ajudar e clarear. Não tenhas medo de falar, sou tua amiga e estou sempre a teu lado, ainda que tu não me percebesses dantes. Eu a compreendo.

Alma: - Obrigado amiga cigana perdoe minha distração. Tenho estado algo ocupada.

Cigana: - Não tens que te desculpar, que eu sei tua razão. Por isso tenho vindo aqui.

Alma:- Não tenho claro o caminho, não sei agora por onde continuar. Peço-lhe ajuda e auxilio, pois quero este mal-estar eliminar.

Cigana: - Ah! minha cigana querida, complicas-te sem necessidade.

Alma: - Sem necessidade?

Cigana: - Sim, sem necessidade.

Porque já tens eliminado muito de tanto mal-estar e te sentes agora estranha, como sem nada para trabalhar.

Alma: - Não entendo muito cigana o que me queres dizer.

Cigana: - Pois vou-te a explicar.

Tens estado, como tantos ciganos, lutando por limpar e te acostumaste a isso. Quando já não fica muito por limpar te sentes estranha e perdida.

Pois agora é o momento de viver todo o novo, de sentir a alegria do acordar e deixar que pouco a pouco se vá indo o antigo.

É o momento divino de continuar o caminho com o novo que tu queiras co-criar.

E não podes seguir agarrada naquilo que te fez sofrer ou te provocou dor.

O novo assusta, sei-o, porque não tem regras nem normas que tu possas bloquear.

E ao mesmo tempo não queres que se repita o velho, porque te dará o mesmo mal-estar.

Deixa o velho de lado, que já não te serve mais e atua com o novo, o que teu coração te vai orientar. Agora acho que compreendes...

Alma: - Sim, agora me fica claro.

Cigana: - Agora estás unida a tua Essência e ao Todo. Não estavas acostumada a tua serenidade.

Põe-te agora a trabalhar para curar esse mal-estar, que é uma ilusão em ti que nunca existiu para valer.

Recorda que em primeiro lugar esta é tua evolução. Assim as pessoas que aparecem em tua vida vêm a cumprir um papel para te dizer o que ainda te falta superar.

Depois de superado já não há necessidade de que fiquem, pois já cumpriram sua função e virtudes.

Outros aparecerão para te refletir tuas qualidades e virtudes, e com eles poderás dançar.

Eles estarão a teu lado para te mostrar o que vales e te ajudar a que sigas o melhor caminho para crescer.

São teus irmãos da alma e com eles já não terá mais moléstias antigas.

Agradece a todos, pois eles cumpriram seu papel e tu pudeste conhecer o que há em teu interior que era ego e bloqueio.

Deixa-os ir-se, deixa-os livres para que possam seguir ajudando a outros que também buscam o caminho.

Assim se cumpre o dito: "Ama a teus inimigos".

Alma: - Entendo cigana amada.

E dou-te humildemente... obrigado por estar aqui com teu amor e tua alegria.

Cigana: - Agora a trabalhar. A estar alegre e feliz por outra etapa terminada, por outro momento que se inicia inspirado pelo Eu Superior e não pelo ego.

Estaremos em contato e sempre te ajudarei...

Recorda que te amo e quero que sejas feliz.

Recebe meu abraço cigano e um grande Optcha!

Sarita, cigana amiga do astral.

(psicografia Mônica, 08-06-2011)
Fonte: http://unidospelafe.no.comunidades.net/

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Encantada




 


A fé e a perseverança sempre foram as estrelas condutoras na vida cotidiana dos ciganos, de qualquer etnia e em qualquer lugar do mundo.

Sempre lidando com o porvir, sem garantias além do amor ao ser, ao estar e ao viver.

Sempre, sempre, sempre, que tenho contato com algum espírito cigano, fico entorpecidamente encantada. Encantada com a força serena; encantada com a alegria agregadora; encantada com a habilidade que têm em encontrar caminhos alterativos; encantada com sua capacidade em resolver conflitos; encantada com os sábios conselhos que nos passam em forma de singelas sugestões, afim de que entendamos e aceitemos as mudanças em nossas vidas.

E ninguém melhor que os ciganos para nos ensinar sobre mudança, desapego e liberdade.

Mudar é difícil e as vezes muito dolorido. Teoricamente sabemos que as crises fazem parte do processo de crescimento em qualquer nível ("Pela dor ou pelo amor"). Sozinhos esse processo é de um abismo avassalador, mas com amigos (encarnados e (ou) desencarnados) ele é mais suportável, pautado na renovação da fé e da esperança transformadora.

E mais uma vez, os ciganos, os negros escravos, os índios, tal como qualquer povo com experiência em carências sociais e perseguições étnicas, dão um show de lições de superações de condições humanamente deploráveis.

E com todo esse cabedal de experiências existenciais, os espíritos ciganos tornam-se amigos que nos dão aconchego e ao mesmo tempo nos impulsionam o caminhar.

E mesmo que não podendo resolver ou eliminar as causas de nossas dores, podem e fazem com que as nossas interpretações sobre elas, sejam mais claramente conscientes e menos dramáticas.

Aconselham-nos a paz e não a passividade; o deixar fluir e não a inércia; o desapego e não a desistência; a aceitação da limitação e não o derrotismo.

Peço aos irmãos umbandistas que procurem mais "contato" e aconchego com seus guias ciganos, para si mesmos e para os consulentes.

Por Claudia Baibich
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